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terça-feira, 8 de março de 2011

CANÁRIO DO REINO


Reprodução:
A reprodução dos canários acontece entre os meses de agosto a dezembro. Normalmente faz-se o acasalamento na segunda quinzena de Julho para que, no início de agosto, já possam ser observadas as primeiras posturas.O ninho adequado é aquele em forma de taça, com forro de espuma ou flanela. Na hora de escolher os casais, certifique-se de que o macho esteja cantando vigorosamente e de que a fêmea esteja ( pronta ).Assim evitará posturas de ovos não fertilizados e perda de tempo. Para as fêmeas confeccionarem seus ninhos indico o ( Saco de Batata ) pode ser adquirido em Mercados, Sacolão etc. Depois de bem lavados e cortados em tiras ( pedaços ) com aproximadamente 5cm x 5cm colocar umas 4 tiras pendurados dentro da gaiola, com esse material ela confeccionará o ninho.


Postura:
Normalmente uma canária põem de 3 a 4 ovos em dias seguidos, as vezes pode ocorrer intervalo de um dia entre um ovo e outro. Entre 6 e 7 horas da manhã a canária realiza a postura, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo.A medida que os ovos são postos devem ser retirados e substituídos por "ovos indez" ( ovos plásticos ) e colocados em um pequeno recepiente em plástico, louça, contendo mistura de sementes, ou algodão, servirá para acondicionar os ovos recolhidos e que devem ser virados diariamente devendo ser recolocados ao final da postura.A finalidade de tal procedimento é simplesmente permitir que a eclosão ocorra simultaneamente, evitando discrepância de desenvolvimento entre os filhotes. Geralmente, os nascidos por último morrem, quando não se utiliza tal conduta.

Separação dos Filhotes:
Entre o 15º e 20º dias os filhotes começam a deixar o ninho. Porém, a pemanência no ninho até 20 dias é normal.A saída prematura é indesejável e representa algum tipo de problema: o menor deles é quando o filhote se assusta e salta fora do ninho. Recomenda-se não trocar o ninho após o 12º dia. Filhotes quando mal nutridos tendem a sair precocemente do ninho em busca de alimentação ( atrás dos pais ).Nestes casos não há muito o que fazer e tentar recolocá-los de volta é perda de tempo. Por outro lado, os bens criados, deixam o ninho de modo tranqüilo, completamente emplumados e sem mostrar desespero por alimentação.Acontece que, de um modo geral, tende a ocorrer a debicagem dos filhotes. Algumas fêmeas deixam completamente desnudos seus filhos o que representa uma tragédia para o futuro: dificilmente se formará uma plumagem normal.Ao se perceber os primeiros sinais de debicagem o criador deve interferir seja separando os filhotes com uma grade divisória, seja fornecendo material para confecção do novo ninho. Sugerimos que os filhotes passem a metade do dia com o macho e a outra metade sozinhos.Colocando-se a farinhada de ambos os lados tanto a fêmea quanto o macho tratarão dos filhotes e, ainda estaremos proporcionando a oportunidade para que o macho fertilize, quando estiverem juntos.Quando os filhotes estiverem comendo sozinhos é chegada a hora da separação, geralmente, ocorre entre o 28º e 30º dias. Separados deverão ser colocados em uma voadeira de modo que possam se exercitar e serem levados para os "banhos" de sol e água.

Diamante de Gold


Ele é conhecido no Brasil como diamante de gould, tem o nome cientifico de poephila gouldiae é da família dos estrildidae e pertence à ordem dos passeriformes.
O gould é um dos pássaros mais cobiçados no mundo inteiro por sua delicadeza e lindas cores, no Brasil ainda não é tão conhecido, mas vem abrindo caminho graças a técnicas de criação cada vez mais aprimoradas por vários criadores que vem se dedicando a eles e assim garantindo sua presença em pet shops de todo o pais. Não tenha duvida, se você entrar em uma loja de pássaros e se deparar com um gould dificilmente resistirá em ao menos se aproximar dele e ao se aproximar com certeza vai querer o levar para casa.

Descoberta :Ele foi descoberto e descrito pela primeira vez em 1833 na Austrália, em inglês é conhecido como Lady Gouldian finch, uma homenagem que seu descobridor o expedicionário, naturalista e ornitólogo, John Gould, fez a sua esposa Elizabeth, quando ela faleceu. Elizabeth era uma. hábil desenhista de pássaros e foi ela quem registrou as primeiras imagens do pássaro, que o casal pesquisou junto em expedições na Austrália realizadas no século XIX.
Cores :Cabeça vermelha: ( Poephila mirabilis).
Cabeça preta: (Poephila gouldiae) .
Cabeça amarela: ( Poephila armitiana) .


Classicos:Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Verde.
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Verde .
Cabeça Laranja/Peito Roxo/Costa Verde .

Mutações:
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Amarela.
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel.
Cabeça Preta/Peito Roxo/Costa Azul .
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Vermelha/Peito Roxo/Costa Amarela.
Cabeça Cinza/Peito Roxo/Costa Pastel .
Cabeça Amarela/Peito Branco/Costa Pastel.
Cabeça Preta/Peito Branco/Costa Verde .
Cabeça Branca/Peito Branco/Costa Pastel .
Cabeça Vermelha/Peito Branco/Costa Verde.
Cabeça Laranja/Peito Branco/Costa Pastel .
Alimentação :O gould é um pássaro granívoro, por isso deve ser alimentado com sementes, 30% alpiste, 70% de painço, mistura esta que deve ser soprada e reposta todos os dias, verduras como almeirão, espinafre, ou chicória podem ser servidas, a farinhada é essencial para a boa saúde do pássaro e deve ser servida diariamente, especialmente na época de reprodução e muda de penas, também podemos servir osso de siba, ou casca de ovos de galinha torrada por 20 a 30 minutos e triturada, os dois produtos são fontes de cálcio essenciais para os pássaros principalmente na época da postura, quando e em especial as fêmeas precisam de reposição de cálcio. Para completar, uma tigela de areia de rio lavada, deve ser deixada a disposição dos pássaros, a areia é um elemento muito importante para a saúde dos pássaros. É ótimo para a higiene e para mantê-los em boas condições de saúde, pois contém minerais, cálcio e auxilia na digestão das aves. Em cativeiro quando tratado corretamente vive de sete a nove anos.
Cuidados :Os diamantes de gould são pássaros delicados e sensíveis, merecendo do seu dono total dedicação e cuidados, principalmente na época de muda de penas, época esta que é sem duvida a mais delicada da vida de um pássaro, onde as perdas podem ser grandes para os criadores se não forem tomados os cuidados necessários. Nesta época o criador deve reforçar a alimentação, ter sempre a mão um energético, como o açúcar de uva, proteger o pássaro de correntes de vento e evitar ao maximo o estresse causado por manuseio, barulho e sustos. Sempre que possível manter o menor numero de pássaros na mesma gaiola, evitando assim disputas por alimentos e brigas.
Trocando os ovos: Em geral, temos que ter cinco casais de Manon para cada casal de exóticos (Diamante Gould, Diamante Sparrow, Star Finsh, Bavette), aumentado a probabilidade de coincidência entre os períodos de reprodução de uma espécie e outra. O processo todo acontece da seguinte forma: coincidindo a postura de ovos do casal de exóticos e de um dos casais de Manon, substitui-se os ovos do Manon pelos da outra espécie. Graças a seu instinto, papai e mamãe Manon chocarão os ovos alienígenas como se fossem seus, sem descuidar dos filhotes durante todo o período de alimentação até chegarem à fase adulta.
Condições ideais para criação :Alguns pássaros são resistentes ao frio, mas a maioria deles e entre eles o gould tem grandes problemas com mudanças bruscas de temperatura, principalmente quando ela cai rapidamente o que é normal nas madrugadas do inverno brasileiro. Nesse caso a presença de uma fonte calor que mantenha uma temperatura razoável e constante é imprescindível para a boa saúde da criação. Um bom aquecedor não é muito barato, mas, é a solução mais plausível para a solução deste problema. Este deve ser de preferência com termostato automático que mantém a temperatura do ambiente conforme queremos. Aqui no criadouro usamos aquecedores de julho a dezembro, mantendo uma temperatura de 16 graus tanto durante o dia quanto durante as madrugadas.
Porque 16 graus? Mantenho 16 graus de temperatura por ser o pico térmico durante o dia dentro do local onde estão os pássaros, regulando o termostato para 16 graus alem de proporcionar uma temperatura agradável ainda fazemos economia de energia, já que o aquecedor só funcionara quando a temperatura diminui e fica em stand by quando estiver novamente na temperatura desejada. O aquecedor que uso aqui é o Magnun DeLonghi de fabricação italiana.
Porque a escolha dele? Existem inúmeros tipos de aquecedores que funcionam com resistências elétricas, ventiladores e até ar condicionado, mas esses ressecam e queimam o ar, alem de fazerem barulho o que prejudica os pássaros podendo ser mais prejudiciais até do que se não os usássemos. O aquecedor Magnun DeLonghi é elétrico silencioso e não queima o ar, pois trabalha internamente com um óleo especial que nunca é trocado, alem disso também não cheira como outros aquecedores que dão aquele cheiro de fio queimado, poluindo o ar do ambiente.
UMIDADE: Estas aves habitam uma zona úmida da Austrália, mas sempre com temperaturas altas, daí que em cativeiro lhes devemos proporcionar diferentes umidades de acordo com a temperatura que estão sujeitos. A umidade recomendada é de 55 a 65% para temperaturas da ordem dos 22 graus, e de 65 a 70% para temperaturas superiores.
LUMINOSIDADE: Não é necessária uma intensidade de luz exagerada, na realidade o importante será o tempo de luz que deve ser das 6:00 as 18:00 horas.
Instalações :Gaiolas: para 1 casal, ao menos 50 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 30 cm de altura.
Acessórios: Em gaiolas, 2 poleiros de 10mm de diâmetro, bem afastados e longe das laterais, um bebedouro tipo ampola quatro comedouros tipo meia lua, uma vasilha para banho, dois porta vitaminas do tipo unha(comprido) para farinhada e um ninho tipo caixa de madeira com medidas de 20x20x20.
Reprodução :Identificação do sexo: O macho faz o corte movimentando-se no poleiro, alem de serem facilmente diferenciados das fêmeas por eles terem cores muito mais vivas que elas, a cauda do macho também é diferenciada por ser mais comprida. Na época de acasalamento é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro.

Como proceder :Com 11 meses pode-se formar os casais de gould, que em normalmente 10 ou 15 dias iniciam a postura. É muito difícil casais de goulds chocarem seus ovos em tempo integral e criarem seus filhotes, na grande maioria das vezes não o fazem. O correto é que usemos manons como amas, em numero de no mínimo cinco casais deles para cada casal de gould. As posturas devem se iniciar no final de fevereiro com um intervalo de sete a quinze dias do final de uma ao inicio da outra, que não devem ultrapassar um total de cinco para não prejudicar o casal. Quando os goulds começarem a botar, separe ovo por ovo em um recipiente com palha de painço, quando pararem, passe estes ovos para os manons, todos de uma só vez, para que os filhotes nasçam todos no mesmo dia. Estes ovos devem ser girados ao menos uma vez ao dia, de forma que a face que estava voltada para cima fique para o lado de baixo, e assim consecutivamente, impedindo que a gema venha a se colar a um dos lados internos da casca, o que inutilizaria o ovo. Ao final da terceira postura dos goulds, separe o macho da fêmea e de um tempo de 15 dias para que eles descansem, depois retorne o casal para mais duas posturas. No final de agosto você deve novamente separa-los para que fiquem fortes para o inicio da muda de penas, período este que depois da época da postura é o mais delicado na vida de um gould.Lembre-se de reforçar a farinhada nestes dois períodos da vida deles e fornecer casca de ovos de galinhas torradas e trituradas, ou osso de siba, para que a fêmea não se desclassifique, areia também é muito importante para a vida de qualquer pássaro e não deve faltar durante todo o ano.
Filhotes: Os ovos eclodem com aproximadamente 15 dias, com 22 dias de vida o filhote deve sair do ninho, ficam independentes entre 40 e 48 dias, com este tempo de vida separe-os dos pais ou da ama para iniciar nova postura. Não é aconselhável mais de 6 posturas por ano, sendo o ideal no maximo cinco. Quando casal também choca, fazer no maximo 4 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20x20x20x cm. Como forração forneça grama japonesa, grama preta, sisal, capim barba de bode ou raízes de capim. Se você como eu não participa de torneios ou campeonatos, não tem necessidade de anilhar os filhotes com anilhas oficiais, podendo apenas usar anilhas feitas por você mesmo apenas para controle do plantel.

domingo, 6 de março de 2011

CANÁRIO BELGA

             

Os canários belgas são originários das Ilhas Canárias, situada ao Noroeste da África, depois de sofrerem várias modificações e transformações, tanto no porte quanto na cor, se tornaram uma ave doméstica, existindo cerca de 400 cores de canários reconhecidas no mundo. São conhecidos dentre outros nomes por canário belga, pois uma linhagem veio da Bélgica, e por canário do reino, pois eles costumavam chegar ao Brasil por meio de navios que vinham do “reino” de Portugal.
O canário-belga mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio e tem uma plumagem compacta e lisa.
Para iniciar uma criação comercial ou para termos alguns exemplares em casa devemos optar por comprar sempre pássaros jovens, com a plumagem brilhante e toda compacta, aparentando estar saudável (Ele fica pulando de um poleiro para o outro), e com os pés lisos, canários que ficam quietos em um canto da gaiola ou com a cabeça debaixo da asa durante o dia podem estar com alguma doença.
ALIMENTAÇÃO:
A base é o alpiste, devendo também ser fornecido painço, colza, niger, linhaça, cânhamo, verduras e legumes como couve, almeirão, mostarda, chicória e jiló. Uma vez por semana pode-se dar ovo cozido. A água do bebedouro deve ser trocada todos os dias e devemos colocar uma vasilha com areia na gaiola.

ACASALAMENTO:

Reproduzem o ano inteiro, mas o aconselhável e que o acasalamento ocorra entre o final de julho até dezembro. A gaiola para o casal deve medir no minimo 60X40X30 Cm e o ninho apropriado é o em formato de taça com forro, deve-se deixar fios de estopa ou mato fino e seco para que o casal possa fazer o ninho, nunca use fios cortantes ou algodão, eles podem cortar o pé dos canários ou grudar nas unhas e quando eles saírem do ninho vão acabar derrubando os ovos. As fêmeas botam geralmente de 4 a 5 ovos em dias seguidos e a incubação leva em torno de 13 dias e os filhotes podem nascer todos no mesmo dia, caso os ovos tenham sido tirados da fêmea e colocados todos no mesmo dia quando ela começou a chocar. Com 15 a 20 dias os filhotes começam a deixar o ninho, mas devemos mante-los com os pais por pelo menos 30 dias.
Modelo de ninho em formato de Taça:

MANUTENÇÃO:
As gaiolas devem ser limpas diariamente e o forro trocado, bem como as sementes devem ser sopradas e/ou trocadas para retirar o pó que acumula já os bebedouros tem que ser limpos com buchas para retirar qualquer sinal de sujeira.

CURIÓ

PERFIL
Curió
OUTROS
NOMES
AVINHADO, devido a cor vinho na região peitoral.
NOME
CIENTÍFICO
Oryzoborus angolensis
ORIGEM
América do Sul
Origem:
O curió é uma ave de pequeno porte, aproximadamente 13 cm de comprimento, de canto melodioso, pertencente à fauna brasileira, seu nome científico é oryzoborus angolensis, sendo que o "angolensis" é uma denominação inadequada tendo em vista que esse pássaro é nativo da América do Sul. A palavra curió na língua indígena significa "amigo do homem"
Características físicas e plumagem:
As fêmeas e os machos jovens possuem coloração amarronzada ou parda, já os machos adultos tem as costas, asas, cabeça, pescoço e rabo pretos e o peito de cor vinho, razão pela qual é também conhecido em algumas regiões do Brasil como avinhado. O curió tem o bico grosso e bem resistente para a quebra de sementes.
Canto & Sons:
No Brasil foram encontrados mais de cem tipos diferentes de canto de Curió, normalmente caracterizados por serem oriundos de determinadas regiões do País. Os cantos de Curió que se tornaram mais conhecidos foram os que possuíam a qualidade diferenciada da repetição, sendo que canto mais difundido por todo o Brasil é o chamado Praia Grande originário das praias paulistas.
Ambiente ideal:
Um ou dois exemplares podem ser criados em apartamento com tranqüilidade, desde que não expostos a correntes de vento, poluição sonora e, principalmente do ar. As gaiolas dos deverão ser de madeira com malhas de arame ou fibra, medindo aproximadamente 22 cm de largura, 49 cm de comprimento e altura de 51 cm de altura do arco, com uma porta lateral ou passador para que, à época de criação o pássaro possa passar livremente por ela e se encontrar com a fêmea.
Comportamento:
É um pássaro alegre, cujo canto chama atenção pelo timbre e perfeição.

SABIA LARANJEIRA




Desde o decreto assinado pelo ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, em 2002, o sabiá-laranjeira se tornou o símbolo da nação. Bem antes disso, ainda no século XIX, o poeta Gonçalves Dias declarava a diversidade do canto do sabiá no poema Canção do Exílio, onde dizia “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”.
O pequeno animal de menos de 25 centímetros de tamanho, ganhou até um dia para ser celebrado, a mesma data em que se comemora o Dia da Ave, dia 5 de outubro. De dieta farta e pouco específica, ele pode ser encontrado tanto no chão, procurando por vermes e minhocas, quanto em árvores frutíferas, como um mamoeiro ou uma amoreira. A cor da sua plumagem é a mesma para exemplares masculinos e femininos: a barriga em vermelho-ferrugem, as costas e asas acinzentadas, podendo variar de tom, e o bico amarelado.
De vida longa comparada a outras aves, o sabiá-laranjeira pode durar entre 25 e 30 anos. É comum que alguns bandos emigrem no inverno, retornando ao seu lugar de origem quando as temperaturas começam a aumentar. Seu período de acasalamento coincide com o da volta, emitindo seu primeiro canto de atração da fêmea e expulsão de outros machos de seu território com a chegada da primavera, antes mesmo do dia amanhecer. A época em que está mais propenso a achar uma companheira é entre os meses de setembro e janeiro.
No período de reprodução, os sabiás procuram uma fêmea para fixarem suas moradas e prepararem seus ninhos, feitos basicamente de gravetos e folhas finas, chegando a ser reforçado por barro quando necessário. Um casal tem uma média de dois filhotes por ninhada, chegando a ter seis filhotes por ano. Os ovos são chocados por 13 dias e os filhotes permanecem no ninho até completarem 35 dias. Tanto a fêmea quanto o macho são responsáveis pela alimentação das crias.

O que destaca o sabiá-laranjeira das outras aves é o seu canto, que se assemelha ao de uma flauta tocada melodiosamente. O interessante é que a vocalização monótona do sabiá-laranjeira é uma espécie de dialeto, com notas e repetições específicas; e dependendo do local onde esteja cantando, pode ser escutado a uma distância de até um quilômetro. Muitos chegam a repetir a melodia por dois minutos sem parar. Quando se fala em sabiá com canto imperfeito, estão se referindo ao pássaro que conviveu desde pequeno com outras espécies e, por isso, acaba adaptando seu canto aos dos outros.
Na natureza, pode ser encontrado em todo território brasileiro, em matas, parques e até quintais de grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro, se houver alguma arborização, com exceção da região da floresta amazônica.
Pode-se dizer que o sabiá-laranjeira é um pássaro fiel, depois que encontra sua companheira, prefere abandonar o bando e viver em seu ninho com as crias e voar com a fêmea. Além de sua beleza física e a melodia de seu canto, o sabiá-laranjeira também ajuda o ser humano de outra maneira, cuspindo as sementes dos pequenos frutos que servem de alimento e, assim, disseminando espontaneamente as espécies vegetais por onde passa.

TICO - TICO



Eles são pássaros maravilhosos no canto, e sua criação requer muita atenção aos detalhes que eu diria serem simples !! 
Na natureza tem hábitos rasteiros, inclusive para a confecção dos ninhos. Nas gaiolas, eu dou preferência a colocá-los na parte inferior das voadeiras. 
Bem, para começar bem é necessário que você adquira um bom casal de um criador idôneo, seja ele amadorista ou comercial, porém com o devido registro de nascimento do pássaro em cativeiro. Adquira somente pássaros de boa procedência ! 
Prepare a gaiola ( eu uso a G3 da Esteves ), colocando várias opções de ninhos. Eu coloco ninhos de canários e de bicudos para que a fêmea escolha o que melhor lhe convier. Além disso, disponibilize-os em grande quantidade e em locais diferentes. Somente assim consegui dar opções a fêmea que antes gostava de botar os ovinhos no fundo da gaiola ! Se ela fizer isso coloque um ovo de plastico em um dos ninhos que certamente ela irá botar o próximo ovo neste ninho ! Aqui em casa funcionou assim ! 
O macho eu somente soltei no momento em que a fêmea preparou o ninho e pediu gala ! 
Bem, escolhido o ninho, ( ah, não esqueça de colocar bastante material para a confecção do ninho ), ela fará a primeira postura. Retire o ovo e guarde em um local seco com a parte mais fina para baixo. No lugar deste, coloque um ovo de plástico de canários ! 
No dia seguinte repita o procedimento com a postura dos demais ovos, que pode variar de 2 a 3 ovinhos. 
Quando perceber que ela iniciou o choco, devolva a ela seus ovos e a deixe chocar ! Neste momento você poderá ou não separar o macho ! Eu já criei com o macho junto e também separando o mesmo ! Tudo vai depender de você reparar se o macho deixa a fêmea chocar tranquilamente ! Em caso de machos muito fogosos, ele poderá quebrar os ovos para galar novamente ! Nesse caso, basta colocar a grade de separação e deixa-la tratar sozinha dos ninhegos. 
Bem, quanto a alimentação, este é um item importantíssimo ! Quando os pássaros na natureza percebem que a disponibilidade de comida e água será pequena, os mesmos não criam ! Isto é instinto de proteção ! 
Neste caso, ofereça uma grande fartura de comida, devidamente equilibrada ! Aqui no meu criadouro meu veterinário prepara a mistura balanceada que vai alpiste, painço branco, amarelo, verde e preto, cânhamo, perilla, linhaça e arroz cateto. Além desta mistura, oferecemos separado uma papa de frutas cristalizadas além da farinhada com ovos. 
Não esqueça que a larvas de tenébrios são fundamentais ! Água ´limpa e filtrada trocada diariamente também !!! 
Com isso, a certeza de cria e sucesso na proliferação de lindos filhotes será certo ! 
Não esqueça de anilhá-los entre o 4 e 5 dia de vida, com anéis invioláveis conseguidos através do IBAMA. Para isso cadastre-se no site http://www.ibama.gov.br/sispass , pague a taxa de anuidade e siga as orientações. 
Muitos outros ciradores tem técnicas parecidas e algumas coisas diferenciadas, que varia de região e conhecimentos, mas via de regra, o básico é isso !

MANON

                     


O Manon (Lonchura Striata Domestica), também conhecido por Bengalin do Japão é originário da China mas foi “selecionado” por pesquisadores japoneses que fizeram diversos cruzamentos com a espécie silvestre chinesa Lonchura Striata, chegando ao Manon que temos atualmente. Existem em três cores básicas, o Negro-marron o Moka e o Canela e temos também as misturas entre essas três cores, como o Manon Negro-cinza, Moka-cinza e Canela-cinza; e Pastel Negro-marron, Pastel Moka e Pastel Canela; ainda Arlequim Negro, Arlequim Moka e Arlequim Canela. A principal caracteristica é o instinto maternal que eles tem.




Negro-Marrom: Maioria das Penas São negras ou Marrons.
Moka: Ausencia parcial da cor negra, pode ser mais escuro ou mais claro.
Canela: Ausencia total da cor negra, deve ter um marrom avermelhado.


Diferenças entre machos e fêmeas:


O Manon não apresenta diferenças entre machos e femeas, mas podemos identificar os machos colocando vários em uma gaiola comunitária, sendo que o macho irá começar a cantar emitindo alguns sons curtos, abrindo levemente as asas e eriçando as penas da garganta e do peito, daí podemos observar todos que cantam ou então colocar este macho em outra gaiola e ir colocando os outros manons junto com esse macho, um de cada vez, sendo que os que também cantarem serão machos, enquanto que a fêmea irá ficar quieta.
Alimentação:
A alimentação é bem simples, consiste em sementes como o Alpiste, Painço, Senha e outras sementes e deve ser complementada com verduras como o Almeirão, Couve, Chicoria, além de uma fonte de cálcio, que pode ser um pote com areia ou um complemento liquido.

Quando está na época da reprodução, chocando ou cuidando do filhotes, deve-se dar uma alimentação reforçada com uma farinhada para pássaros a base de ovo.


Acasalamento:
Os Manons podem botar até 8 ovos por ninhada, com 5 a 7 dias que eles cruzarem já começaram a botar os ovos, a incubação dura até 18 dias e o macho ajuda a fêmea a chocar os ovos. Com 45 dias em média os filhotes já estão comendo sozinhos e podem ser separados dos pais, pode-se utilizar o mesmo ninho que usa-se para os Periquitos Australianos deixando palha seca de milho, capim seco ou outro material para confecção do ninho, os filhotes são muito resistentes e os Manons reproduzem o ano inteiro, contudo devemos deixar pelo menos 3 meses do ano sem que eles choquem para que possam descançar. A gaiola deve ser mais comprida do que alta, pode ter 40 cm de comprimento po 30 largura e 30 cm de altura ou até menores.


Instinto Maternal:
Os Manons são muito utilizados como ama-seca de outras espécies que não são bons pais como os Diamantes de Gold, Mandarins e Bicos de Lacre, eles chocam os ovos destas espécies como se fossem deles mesmo e não descuidam-se um minuto sequer dos ovos e da criação dos filhotes adotivos. É mais aconselhavel trocar os ovos que os Manons botaram pelos ovos das outras espécies, ou seja, os dois casais têm que estar chocando, contudo tem casais que aceitam chocar e criar os filhotes sem estar chocando, isto vária de Manon para Manon, mas geralmente vão aceitar sem problemas.
Os Manons são muito fáceis de serem criados, por isso sempre procuro adquirir mais alguns exemplares.